segunda-feira, 27 de maio de 2013
Guerra Mundial Z | Veja o novo pôster nacional do filme
Falta um mês para a estreia da adaptação no Brasil
Guerra Mundial Z (World War Z), filme que adapta ao cinema o livro homônimo de Max Brooks (Guia de Sobrevivência a Zumbis), ganhou um cartaz em português, que você vê em segunda mão aqui no FaceMovie:
Thor 2 - O Mundo Sombrio ganha site oficial
Continuação chega aos cinemas em novembro
O Marvel Studios abriu o site oficial de Thor 2 - O Mundo Sombrio. Por enquanto há apenas o trailer, uma sinopse e fotos já divulgadas - em forma de wallpaper e avatares. Visite.
Na trama, os asgardianos enfrentam a ameaça dos elfos negros - leia mais.
Retornam ao elenco Chris Hemsworth, Natalie Portman, Stellan Skarsgard, Jaimie Alexander, Tom Hiddleston, Kat Dennings, Ray Stevenson, Tadanobu Asano, Rene Russo, Anthony Hopkins e Idris Elba. Entre as novidades estão Christopher Eccleston (o vilão Malekith), Alice Krige (Alflyse, mulher de Malekith), Adewale Akinnuoye-Agbaje (o mais forte guerreiro de Malekith, Algrim), Richard Brake (o capitão do Einherjar, grupo de guerreiros que lutou ao lado de Thor em inúmeras ocasiões), Clive Russell (Tyr, irmão mais velho de Thor e deus da guerra de Asgard), Zachary Levi (que assume o papel de Fandral no lugar de Josh Dallas) e Chris O'Dowd.
Robert Rodat (O Resgate do Soldado Ryan) assina a segunda versão do texto escrito por Don Payne (roteirista do primeiro filme). Com direção de Alan Taylor, conhecido por seu trabalho em séries como Game of Thrones, Thor 2 - O Mundo Sombrio chega aos cinemas em 8 de novembro.
Wolverine - Imortal ganha novas imagens
Longa chega aos cinemas em julho
Wolverine - Imortal (The Wolverine), ganhou novas imagens. Veja abaixo:
27/05 - Hugh Jackman encarna o herói nas capas das revistas Empire e EW:
domingo, 26 de maio de 2013
Oz - Mágico e Poderoso : Crítica
O prelúdio não se limita a estabelecer a história de Oscar Diggs (James Franco), o mágico charlatão de circo do Kansas que é transportado para a Terra de Oz. O que o diretor Sam Raimi e a Disney fazem é transitar nos limites da lei para associar os dois filmes,
mas sem configurar quebra de direitos. Então o espectador não verá
os sapatinhos de rubi, por exemplo, que no livro de Baum eram de
prata, mas a bruxa com o rosto verde, queixo e chapéu pontudos - que o
filme de 1939 inventou - aparece aqui. Como bruxas pontudas e verdes
já viraram parte do imaginário do século 20, a questão judicial se
dilui (ou pelo menos a Disney torce por isso).
A questão é que Oz - Mágico e Poderoso parece muito mais
um filme calculado para juntar pedaços bem-sucedidos de outros filmes
do que, propriamente, um exércício autoral. Dos cavalos de diferentes
cores ao visual da Cidade das Esmeraldas, tudo lembra vagamente O Mágico de Oz de 1939, mas há elementos também de Alice no País das Maravilhas de Tim Burton
- que fez US$ 1 bilhão para a Disney em 2010 -, como sugerir um
filme de guerra dentro de uma fantasia 3D, e até um elogio às origens
do cinema, igual a Hugo Cabret.
Em meio às colagens, Oz - Mágico e Poderoso soa como um retrocesso, um filme que se esforça demais para ser deslumbrante o tempo todo, mas que não aproveita a profundidade que a estereoscopia oferece. É como se fosse um filme antigo usando a tecnologia de hoje, como se Avatar não tivesse existido para mostrar o beabá do novo 3D.
Talvez exista aí, nessa opção por um teatrinho de chroma-key, um componente de nostalgia, e Oz - Mágico e Poderoso,
filme que já tem seus defensores, certamente pode ser visto sob esse
viés. Mas a impressão que fica, pelo menos para este fã de Sam
Raimi, é que o potencial do diretor foi mal aproveitado.
Porque não há nada mais oposto ao impulso frenético do cineasta do
que esse cinema de câmeras aéreas e panorâmicas que a Disney usa
para encher os olhos do seu público. No limite, são estilos
incompatíveis: os planos-sequências de deslumbramento não combinam
com os zooms nervosos e a montagem rápida de Raimi. Temos aqui um
cineasta que sempre usou a câmera objetiva da forma mais subjetiva
possível, como um olho tenso, que não permite perspectivas isentas, e
ao mesmo tempo a fantasia Disney exige aquela câmera que passeia,
aquela câmera turista.
Nas cenas de ação, nas escolhas de maquiagem, Sam Raimi coloca o seu dedo monstruoso no caldo, mas de resto, infelizmente, Oz - Mágico e Poderoso é um filme que não suja a mão, que não se compromete.
G.I. Joe: Retaliação : Crítica
Em
tempos em que adaptações vivem adequando-se aos moldes de outras
séries - que muitas vezes não vão ao encontro de suas origens - G.I. Joe: Retaliação continua mantendo-se fiel à simplista premissa dos brinquedos da Hasbro, a luta por controle de duas organizações antagonistas, com seus personagens extravagantes. O longa original, G.I. Joe: A Origem de Cobra,
já havia acertado nisso, ainda que muitos tenham torcido o nariz para o
excesso de humor e aquela sensação de que os realizadores estão se
divertindo mais do que deveriam. Cientes disso, os produtores tornaram a
trama um pouco mais dramática na continuação. Os Joes, afinal, deixam
desde o início de ser um exército para tornarem-se um pequeno grupo de
sobreviventes, depois de um devastador ataque, orquestrado desde o final
do primeiro filme.
A ideia é ótima para reposicionar o tom sem a necessidade de
"reboots". Os eventos da adaptação de 2009 são totalmente considerados,
mas é quase como se fosse uma nova leitura. Ajuda também o fato de que,
com menos pessoas no elenco, há mais espaço para trabalhar melhor as
relações entre os personagens e aprofundá-los (na medida do necessário
em um filme de ação assim). O elenco também é superior. Dwayne Johnson, que vive Roadblock, esbanja o carisma de sempre, ao lado de DJ Cotrona (Flint), Adrienne Palicki (Lady Jane) e Bruce Willis (Joe). O lado dos Cobras também ganha reforços na figura de Ray Stevenson,
o Firefly, e nas interações na Casa Branca, todas muito boas. A
presença do "Líder do Mundo Livre", aliás, traz uma positiva crítica
política, ressaltada pela pesquisa de popularidade do presidente e
algumas cenas da Fox News. Jonathan Pryce, que faz o personagem do presidente, é ao mesmo tempo Obama e Bush em GI Joe: Retaliação.
John M. Chu, diretor egresso de filmes de dança (Ela Dança, Eu Danço 2 e 3) e do documentário Never Say Never (sim,
o do Justin Bieber!), surpreende com seu entendimento de sequências de
ação - em especial as coreografias dos ninjas - e estruturação dos
planos de forma a tornar as cenas inteligíveis, algo cada vez mais raro
nesse tipo de cinemão explosivo. Há espaço para sutilezas interessantes
também, como a excelente cena, improvisada nos ensaios, em que Flint e
Lady Jane dividem um momento de intimidade.
O roteiro de Rhett Reese e Paul Wernick (a dupla de Zumbilândia), no entanto, se arrisca no vai-e-vem e flashbacks
com os ninjas. Ainda que sejam esteticamente agradáveis e respeitem
acontecimentos dos desenhos animados, essas cenas e personagens
confundem quem não está habituado com a franquia ou não tem o primeiro
longa na memória (o que, convenhamos, é a grande maioria). Essa trama
que corre paralela é mal explicada e tem furos, parece apressada e
interessada um pouco demais no mercado oriental, representado aqui na
figura de Lee Byung-hum, o Storm Shadow.
Também soa forçadíssimo o grande plano do Comandante Cobra (Luke Bracey),
que envolve um encontro de armas nucleares. Toda a sequência é caricata
demais e carece de tensão verdadeira, destoando do todo e resultando em
algo meio risível. O clímax, literalmente, bombástico também torna um
tanto difícil acreditar no desfecho, por mais fantasioso que o filme
seja. Com um eventual genocídio de milhões de habitantes de uma cidade
não haveria espaço para finais felizes ou continuações, já que mudaria
todo o panorama sóciopolítico do planeta. Talvez o filme devesse ter se
contido no desejo de explodir deus-e-o-mundo, em prol de sua própria
despretensão.
Para quem conseguir ignorar isso e focar-se no teor juvenil da trama, porém, GI Joe: Retaliação
deve ser diversão garantida. Afinal, o filme tecnicamente é
espetacular, cheio de cenas empolgantes e ideias bacanas, traquitanas
tecnológicas e com um 3D bem decente, apesar de convertido (o filme foi
atrasado em quase um ano para garantir a qualidade da estereoscopia, entre outras mudanças). Enfim, mais sério que o primeiro filme dos Comandos em Ação, mas não mais realista, G.I. Joe: Retaliação segue
levando a franquia na direção certa, explorando a alma da linha de
brinquedos, sem a necessidade de reinventar sua essência.
Mama : Crítica
Como numa boa fábula, Mama carrega consigo uma dádiva e uma maldição. A dádiva é a exposição garantida pelo curta-metragem Mama, de 2008, que fez sucesso em festivais e na web e gerou interesse pelo trabalho do diretor argentino Andrés Muschietti. A maldição é o efeito colateral: Muschietti, estreante em longas, chega a Hollywood preso ao universo que criou.
Procurado por Guillermo Del Toro - que usa sua
influência para bancar, como produtor, novos talentos latinos na
indústria de cinema dos EUA - para fazer um longa, Muschietti
ofereceu um roteiro original que não tinha nada a ver com Mama. Ouviu uma negativa de Del Toro: o único longa possível, o que todos esperam, é a versão completa da história de Mama.
Afinal, o que acontece com aquelas crianças do curta? Essa é a
pergunta que, de repente, Muschietti se viu obrigado a responder.
O resultado, como se pode temer, comporta-se um pouco como um
curta estendido, que não desenvolve personagens a contento. Logo no
começo do filme
descobrimos por que as irmãs estão sob os cuidados da assombrada
"mama": são duas crianças órfãs que vivem anos numa cabana isolada
depois da morte de seus pais. Elas são descobertas então por seu tio,
Lucas (Nikolaj Coster-Waldau), e retornam para a civilização - mas carregam "mama" consigo. Quem mais sofre é a protagonista, Annabel (Jessica Chastain), namorada de Lucas, que se vê numa competição macabra com "mama" pela guarda da meninas.
Das fábulas, Mama tira seu imaginário gótico. A neve, a
floresta, os símbolos de contos de fada - como as cerejas que as
crianças comem ou o lobo de pedra no jardim - dão o clima de história
dos irmãos Grimm, com direito a um "Era uma vez..."
no início do filme. Seria fácil fazer uma relação entre esse
primeiro filme de Muschietti e o universo fabular dos terrores de Del
Toro, como O Labirinto do Fauno,
se as escolhas cromáticas do argentino - filtros que tiram a cor do
ambiente e ressaltam os verdes e os vermelhos - não transitassem tão
obviamente por outro terreno visual, o de Alfonso Cuarón.
Os mexicanos Cuarón e Del Toro, afinal, hoje são os modelos de
cineastas latinos em Hollywood que uma geração aprendeu a seguir. Em Mama,
Andrés Muschietti pega um pouco de cada um deles (e dos cabeludos
fantasmas japoneses) e dá ao filme uma unidade visual e temática. É
interessante como se faz, por exemplo, entre Annabel e "mama", um
duelo de estéticas góticas: a roqueira de cabelo preto e olho
pintado, herdeira do punk e dos New Romantics, versus o espectro
deformado de uma mulher que parece saída, com seu rosto estreito e
alongado, da tela modernista "American Gothic" de Grant Wood.
É uma pena, no fim, que Muschietti não consiga dar a esses
personagens esteticamente bem definidos uma trama que seja
satisfatória. Mama rapidamente se prende a convenções do gênero
(nos terrores todo mundo é detetive) e clichês de sustos ("mama"
viveu em tempos remotos mas sabe escrever seu nome na tela do
computador), e a investigação que vai explicar todos os detalhes do
passado do fantasma tira o espaço que Annabel teria com as crianças.
Esse espaço era fundamental; Annabel só poderia competir com
"mama" a partir do momento em que ganhasse a confiança das duas
órfãs. O que vemos no filme, na verdade, é uma relação que nunca
deixa de ser disfuncional: Annabel desconcertada com o problema que
caiu no seu colo, enquanto as meninas seguem isoladas. Nem com o buraco
preto de mofo que surge na parede da casa Annabel se incomoda muito. É
como se a personagem estivesse só esperando o confronto final com o
fantasma, ciente do que o roteiro lhe reserva.
Como exercício de estilo e criação de um universo, Mama
se destaca no meio da safra atual de terrores "não-documentais" (e
por isso a cotação arredondada pra cima de um filme que seria só
regular), mas Andrés Muschietti ainda precisa se provar, se quiser ser visto não como um esteticista mas como um contador de histórias.
Oblivion : Crítica
Desastre nuclear, pandemia, revolta das máquinas, fenômeno
sobrenatural, colapso climático ou julgamento divino. Conforme evolui, a
humanidade também aprimora as alternativas da própria extinção. Na sua
versão do fim do mundo, Joseph Kosinski escolheu a já conhecida invasão alienígena e adicionou amor e saudosismo ao seu pacote apocalíptico.
A trama se passa 60 anos depois do ataque dos Scavs: a humanidade
venceu a ameaça, mas o custo da salvação foi a própria Terra. Extraindo
os últimos recursos naturais do planeta antes da mudança definitiva para
uma lua de Saturno, Jack Harper (Tom Cruise)
passa seus dias entre as ruínas da civilização, resgatando pequenas
lembranças - livros, discos, plantas e um bobble head do Elvis - durante
suas missões (daí a constante e acertada comparação do filme com Wall-E). O oficial veterano, que teve a memória apagada por questões de segurança, é acompanhado por Victoria (Andrea Riseborough), sua navegadora e esposa neste novo mundo.
Oblivion apresenta uma Terra desolada, mas tecnologicamente
avançada. Cuidadosamente desenhada, mesmo na destruição. Kosinski, que
antes de cineasta é arquiteto, sabe como trabalhar
para que sua direção de arte não seja apenas impressionante, mas
funcional. Da nave de Jack à cozinha da base de operações, tudo parece
intuitivo e familiar. Essa sensação é resultado de uma premeditada
homenagem à ficção científica das décadas de 60 e 70 – começando em 2001 - Uma Odisseia no Espaço e passando por Star Wars, Solaris e Alien - O Oitavo Passageiro
–, e do uso calculado dos efeitos visuais, que alternam recursos
práticos e de computação gráfica com precisão. Há também uma preocupação
visual em demarcar territórios, com a fotografia de Claudio Miranda (vencedor do Oscar por As Aventuras de Pi e colaborador de Kosinski em Tron - O Legado)
evidenciando o contraste entre a assepsia hospitalar do universo de
Jack e Victoria e o aspecto primitivo e sombrio dos seres invasores.
A paleta também se transforma quando Jack encontra seu oásis, uma
cabana improvisada em frente a um lago. Nas sequências no esconderijo
(cuja localização é devidamente ocultada de Victoria), os tons quentes e
naturais encontram a "verdadeira" Terra. O lugar serve para mostrar a
ligação de Jack com o planeta que ele não quer abandonar, o local onde
deposita seu espólio e encontra paz ao som de "Ramble On" do Led Zeppelin. A "lembrança pela qual vale a pena lutar"
de Kosinski é feita de jogos de beisebol, rock, um pouco de literatura
(de poetas romanos a Charles Dickens) e amor - a recordação da mulher
misteriosa (Olga Kurylenko) que percorre o filme do início ao fim.
Essa importância imagética de Oblivion não supera seu roteiro problemático (que passou pelas mãos de Karl Gajdusek e Michael Arndt).
Há mais na rotina de Jack do que mostram suas missões para coletar
recursos e conforme se desdobram as reviravoltas da trama, o filme passa
a exigir esforço dobrado do espectador. Apesar das ideias
interessantes, o fraco desenvolvimento dos personagens fora do
triângulo amoroso atrapalha o fluxo da trama complexa (Morgan Freeman e Nikolaj Coster-Waldau são pouco mais do que figurantes de luxo) e os diálogos preguiçosos, que vão do insípido ao clichê, transformam Oblivion em um filme onde são necessárias muitas concessões para se aproveitar o produto final.
Kosinski imaginou seu apocalipse romântico muito antes da sua estreia no cinema, quando idealizou, ao lado de Arvid Nelson, a não publicada HQ de Oblivion.
Sem o amparo de um roteiro bem estruturado, porém, seu filme dos sonhos
não passa de um belo esforço, válido pela ideia, mas sem a capacidade
de ir além dos filmes que o inspiraram.
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